Manuel Ribeiro supera o sedentarismo e o tabagismo para se tornar mais um maratonista HF sub-3h

Ele vivia uma vida sedentária, fumando dois maços de cigarro por dia. O casamento e um amigo mudaram sua vida, quando Manuel Ribeiro decidiu entrar na corrida e na HF Treinamento Esportivo. Pouco depois vieram as maratonas e os tempos foram caindo. Após bater na trave na maratona de Porto Alegre, quando registrou 3:00:03, Manuel Ribeiro não se desanimou. Voltou alguns meses a Buenos e cravou 2:58:50. Conheça mais uma história inspiradora entre nossos atletas:

Conte um pouco sobre seu histórico esportivo e quando começou na HF.

Manuel Ribeiro: Comecei na HF em agosto de 2013. Tinha acabado de operar o joelho após uma lesão de ligamento cruzado jogando futebol. Meu histórico esportivo era, basicamente, pelada nos fins de semana! Vivi dos 16 aos 30 anos de forma sedentária, fumando dois maços de cigarro por dia, bebendo e como consequência muito acima do peso. Após me casar, em janeiro de 2013, fui influenciado pelo meu primo “Ironman” Felipe Faraj e pela minha esposa a começar a correr. Pronto! Nunca mais parei!

Você mostrou uma evolução constante nos últimos anos até chegar ao sub-3 na maratona. Como foi a orientação da HF para seguir esses passos?

Manuel Ribeiro: Já havia treinado em outra assessoria antes por alguns meses, mas ver as camisas vermelhas ganhando corridas e escutando meu primo que mora em SP falar da HF me motivaram a buscar algo que me completasse mais. Fui muito bem orientado, inicialmente pelo Felipe, e agora pelo Volnei. Sempre fui muito disciplinado nos treinos, muito! E isso me fez evoluir naturalmente. Sinceramente, o desejo do sub 3 veio com o tempo e sem nenhuma pressão. Por respeitar muito os treinos também me vi sempre longe das lesões. Acredito que nunca me lesionei por respeitar distâncias determinadas nas planilhas, assim como as zonas de treinamento. Vi muito companheiro quebrar por esticar os longos ou forçar mais que o sugerido pelo treinador.

Fazer 2 maratonas no ano em altíssimo nível é muito difícil, como foi o processo de recuperação após Porto Alegre?

Manuel Ribeiro: Por achar que tudo veio muito naturalmente, quando falamos em altíssimo nível nem me incluo. Sem modéstia, mas para mim estando bem assessorado e seguindo a risca os treinos não tem erro. Agora, foi tenso após a prova em Porto Alegre. Já estava muito cansado e cheguei a duvidar que poderia repetir a dose em Buenos Aires. O ciclo foi completo, mas no meio pedi ao treinador um tempo. Problemas do dia a dia começaram a interferir na cabeça e cansei. Volnei deu um tempo, segurou no volume e fui levando. O tempo entre as duas maratonas era muito curto então não dava tempo de pensar em parar.

manuel

O que pensou no dia seguinte a Porto Alegre? Já estava determinado a buscar seu objetivo em Buenos Aires?

Manuel Ribeiro: Quando voltei de Santiago em abril de 2015 onde fiz a maratona em 3:14 conversei com o Heleno e o Volnei. E foi ai que comecei a acreditar no sub 3h. O mais interessante é que ambos colocaram data para o sub3h. Seria daqui a 3 maratonas e isso ficou marcado.

Em 2015 ainda fiz Buenos Aires (3:07) e fui para Porto Alegre com o objetivo de 3:02, aproximadamente. Por chegar muito perto lá, 03:00:03, já acordei na segunda com a faca nos dentes! Não viajaria apenas para passear em Buenos Aires.

E o que mudou no seu treino entre as duas provas, como seu treinador fez o ajuste fino para te deixar pronto para o desafio?

Manuel Ribeiro: Pois é! Entre um ciclo e outro foi muito rápido. Os treinos já estavam muito pesados e foi simplesmente ajustar mesmo. Eu estava no meu limite físico e psicológico. Acredito que após muita conversa com o Volnei ele me orientou e eu fiz minha parte, que era de seguir as planilhas.

Qual a emoção de cruzar a linha de chegada em BsAS com o sonhado sub3h?

Caramba… foi fantástico! Corri muito seguro e muito forte. Controlei cada km e administrei a força a prova inteira. Consegui ter um pace constante do início ao fim, pois sabia que aquele era o dia. No final, uma alegria fora do normal. Só quem corre sabe do que estou falando. Me emocionei 3 vezes durante a prova, mas no final não teve jeito… as lágrimas de alegria caíram sem vergonha nenhuma. Fantástico!

O que diria para quem nunca correu e sonha em correr uma maratona?

Eu diria que não há mistério, mas tudo na vida precisa de dedicação e disciplina. Na corrida não seria diferente. Quem deseja fazer tem que se preparar. Bem assessorado e seguindo as orientações de um bom profissional, os objetivos vêm com certeza. Ainda tive mais uma surpresa! Estou indo para Curitiba sábado fazer a maratona. O destino me reservou mais essa. Minha esposa Fernanda faria a maratona sendo guia de um amigo deficiente visual e fez todos os treinos preparatórios. Mas, pouco antes, tivemos a maravilhosa notícia que estamos grávidos! Como não deixaria nosso amigo na mão (que sonha em correr uma maratona) resolvi guiá-lo! Mais uma pra conta, mais uma no ano, totalmente de surpresa e com certeza a mais emocionante!

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